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As armadilhas inventadas pelos marketeiros digitais (NR-1)

O Comitê de Segurança e Medicina do Trabalho promoveu um encontro essencial para empresas que buscam atuar com responsabilidade, segurança jurídica e eficiência na gestão de riscos ocupacionais.

A palestra foi conduzida por Eduardo Marcatto, Diretor Técnico da Marcattos Treinamentos, membro da Diretoria e Coordenador do Comitê de Assuntos Institucionais da ABERGO e Vice-Presidente da ABRESST.

O tema central — “Quais são as armadilhas inventadas pelos marketeiros digitais que levarão as organizações à notificação e à multa a partir de maio de 2026?” — trouxe reflexões extremamente relevantes e atuais, especialmente diante do crescimento de soluções e promessas que nem sempre encontram respaldo técnico ou legal.

A apresentação evidenciou como o chamado “marketing predatório” tem influenciado decisões dentro das organizações, oferecendo serviços, diagnósticos e metodologias que não estão previstos nas Normas Regulamentadoras. Esse cenário pode levar empresas a adotarem práticas equivocadas, aumentando significativamente o risco de autuações e penalidades.

Durante o encontro, foram esclarecidos pontos fundamentais para a correta aplicação da NR 1, reforçando que a norma deve ser compreendida como um modelo de gerenciamento de riscos ocupacionais, e não apenas como uma exigência documental.

Entre os principais destaques abordados, estão:

  • A diferença entre avaliação individual e avaliação coletiva, evitando interpretações equivocadas entre normas como NR 7 e NR 1
  • A importância da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) como instrumento obrigatório, em contraste com práticas de mercado que oferecem “diagnósticos” e “mapeamentos” sem base normativa
  • A integração entre normas, especialmente entre a NR 1 e a NR 17, garantindo uma abordagem mais consistente e eficaz
  • A necessidade de uma atuação baseada em critérios científicos, e não em soluções simplificadas ou comerciais
  • A identificação e avaliação correta dos fatores de risco psicossociais, que já fazem parte do contexto regulatório, embora frequentemente tratados de forma distorcida

Outro ponto de grande relevância foi o alerta sobre a criação de serviços e nomenclaturas que não existem na legislação, mas que vêm sendo comercializados como obrigatórios. Essas práticas, além de gerar custos desnecessários, podem comprometer a conformidade das empresas diante de fiscalizações.

Com uma abordagem técnica, clara e fundamentada, o palestrante trouxe uma visão aprofundada sobre os desafios reais enfrentados pelas organizações, contribuindo de forma significativa para a compreensão correta da norma e para a tomada de decisões mais seguras.

Mais do que atender exigências legais, o encontro reforçou a necessidade de uma mudança de mentalidade: a gestão de segurança e saúde no trabalho deve ser estruturada, preventiva e orientada à melhoria contínua.

Assista à reunião completa no vídeo abaixo e aprofunde seu entendimento sobre a aplicação prática da NR 1 — evitando armadilhas que podem colocar sua organização em risco.

Baixe aqui a apresentação!

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