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Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho de Acordo com a Nova NR-1

A reunião realizada em 27/05/2026, na sede do Sincovaga SP, teve como tema “Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho de Acordo com a Nova NR-1”, com palestra conduzida por Mauro Marques Muller, representante do Ministério do Trabalho.

O encontro foi uma importante sessão educativa voltada à compreensão das novas diretrizes da NR-1, especialmente no que se refere à gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Durante a apresentação, Mauro explicou detalhadamente como será conduzida a fiscalização trabalhista nos primeiros 90 dias após a entrada em vigor da norma, esclarecendo que os auditores fiscais adotarão inicialmente o critério da “dupla visita”, priorizando a orientação às empresas antes de eventuais autuações.

Ao longo da palestra, foram apresentados os principais pontos que serão observados pela fiscalização, incluindo a obrigatoriedade da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), a necessidade de participação efetiva dos trabalhadores nos processos de identificação de perigos e riscos, a elaboração de planos de ação preventivos e a integração entre os programas de gestão de riscos ocupacionais e os fatores psicossociais.

Mauro destacou que os riscos psicossociais não se limitam apenas às questões emocionais ou de saúde mental, podendo gerar impactos físicos relevantes, como doenças cardiovasculares, dores musculares, fadiga crônica e outros agravos relacionados à organização do trabalho. Também enfatizou que a análise deve focar prioritariamente nas condições coletivas e estruturais do ambiente laboral, e não na avaliação individualizada dos trabalhadores.

Durante a reunião, foram abordados aspectos fundamentais relacionados à integração entre ergonomia e gestão de riscos, ressaltando que a NR-17 e a NR-1 estabelecem diretrizes complementares voltadas às condições de trabalho, organização das atividades, exigências cognitivas, fatores biomecânicos e riscos psicossociais.

Outro ponto amplamente discutido foi a importância do apoio e comprometimento da alta administração das empresas para o sucesso das ações preventivas. Mauro reforçou que a implementação efetiva das medidas depende diretamente do envolvimento das lideranças, da documentação adequada dos processos e da construção de uma cultura organizacional voltada à prevenção.

A palestra também trouxe orientações práticas sobre a elaboração de inventários de riscos, utilização de questionários padronizados, avaliações qualitativas e quantitativas, definição de medidas preventivas eficazes e elaboração de planos de ação com acompanhamento contínuo e participação dos trabalhadores.

Além disso, Mauro apresentou um modelo de integração entre Avaliação Ergonômica Preliminar e gestão de riscos psicossociais, explicando como as empresas podem adaptar metodologias e matrizes de risco às suas realidades organizacionais. Também foram discutidos aspectos jurídicos relacionados à NR-17, bem como a importância da correta organização do trabalho para garantir maior segurança jurídica às empresas.

A reunião contou ainda com momentos de interação e esclarecimento de dúvidas dos participantes, demonstrando o grande interesse do público em compreender os impactos da nova NR-1 e os desafios relacionados à gestão dos fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho.

Baixe aqui a apresentação!

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